Medalha de ouro na fotografia

Sim, tivemos Olimpíadas no Rio! Dificuldades à parte a festa de todos os povos foi linda e emocionante. Sendo assim, onde está a notícia, lá estão eles, os fotojornalistas, nosso time de ouro da fotografia. Então, resolvi fazer uma seleção daquelas fotos que você olha e fica sem ar. Olhei no facebook, olhei no Instagram, joguei no google, pedi para os leitores enviarem referências e aqui estão elas. Agradecimento especial ao amigo Antonio Ribeiro, que fez o álbum Rio 2016 e ajudou bastante o meu trabalho.

Então, sem mais delongas, fique com nossa seleção de ótimas fotos que foram feitas nas Olimpíadas.

 

 

Curiosidades dessas Olimpíadas.

“A imagem considerada mais simbólica da Rio 2016 foi resultado de risco calculado. Isso porque o australiano Cameron Spencer, autor da fotografia, não tinha sido escalado por sua agência Getty Images para cobrir a final dos 100 metros rasos. Para cumprir a tarefa, onze colegas dele e suas câmeras com disparo remoto estavam no Estádio Nilton Santos, o Engenhão.

SEM CREDITO
Foto: Cameron Spencer

Spencer estava no gramado fotografando as provas de salto com vara, lançamentos de disco e peso. Pouco antes do inicio da final dos 100 metros, Spencer abandonou sua missão por quatro minutos. Foi posicionar-se junto a linha de chegada. Escolheu uma objetiva zoom de 80 à 200m milímetros e girou o anel na posição de 135 milímetros.

Sabendo que a sua turma, entre os 600 fotógrafos presentes, garantiriam as imagens clássicas, decidiu por uma temeridade. Escolheu a velocidade baixíssima de 1/40 segundos na sua Canon 1DX para captar o homem mais rápido do mundo. Nestes casos, a chance de registrar uma mancha colorida é grande. Se Spencer estivesse sozinho para cobrir a prova, talvez não ousasse tanto.

Em seguida, Spencer fez uma aposta mais tranquila, mas também arriscada. Cravou o foco na raia 6, o caminho de Bolt. De novo, o vencedor poderia ser outro, e a fotografia de Spencer iria para a lata de lixo. Por mais das vezes, as fotografias marcantes de esporte, devido a natureza veloz da ação, são preparadas. A prova dos 100 metros é tão rápida que se o fotógrafo desviar o olho do visor, perde o momento decisivo.

Quando Bolt passou por Spencer, o fotografo reteve a respiração para não tremer. Disparou várias vezes com a câmera acompanhando o movimento do corredor jamaicano. Ou seja, da direita para à esquerda. Isso possibilitou o efeito borrado das pernas em movimento mais rápido que o resto do corpo. A cabeça de Bolt ficou imóvel por estar sendo seguida pela objetiva. O Raio abriu um sorriso. Sorte. Sem o sorriso seria apenas uma boa fotografia.

Os fotógrafos da Getty fizeram 21 mil fotografias dos 100 metros. Entre elas, 876 foram editadas e enviadas, via conexão ethernet, à Londres em apenas 59 segundos após do fim da prova. Levaram 1 minuto e 20 segundos para percorrer mais de 9 mil quilômetros até a sede da agência. Um recorde em coberturas olímpicas. Mais uma história curiosa para o almanaque da fotografia cuja invenção por Niepce completou 190 anos na semana da prova de maior audiência da Rio 2016”.

– Texto: Antonio Ribeiro

 

Fotógrafos em ação:

 

Como são feitas as fotos sub aquáticas:
Curiosidade

Cada um desses robôs pertence a uma agência de notícias e é comandado por um fotógrafo diferente.

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